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João Luís Mendonça e a música


Em meados dos anos sessenta, estava eu nos meus tempos iniciais de escolaridade, quando alguém apercebeu-se que eu teria alguma coisa a ver com a música, e quase sem dar por isso, já cantava fados no final dessa década, em alguns locais onde este estilo musical era apresentado, bem como, em locais como; o Teatro Municipal Baltazar Dias, o Antigo Cinema da Ribeira Brava, de Machico, etc... Mas como na vida tudo tem um começo, foi por alturas dos meus dez/onze anos, que “ me indicaram o caminho “ da música ligeira Portuguesa e Internacional, aqui, dois nomes foram muito importantes para que as coisas tivessem sequência - Dom Rodrigo ), empresário circense, ilusionista e apresentador de espectáculos e ainda o saudoso Gastão Dinis que, foi produtor radiofónico durante mais de três décadas, sendo igualmente organizador e apresentador de eventos recreativos. A música não “ acontece “ por acaso, penso que é necessário haver “ dom “ para que após essa percepção poder ser levado em frente um projecto de vida nesta área, se houverem condições para tal, o que convínhamos, hoje existem muitas mais oportunidades de tal vir a ser possível, do que na época atrás descrita. Continuando a “ caminhada musical “ estive inserido como baterista em conjuntos musicais nos anos setenta, tendo inclusive, actuado no Hotel Buganvília nessa qualidade, com o saudoso Artur Andrade, no contrabaixo, e com o Organista Marques dos Santos, sendo esta uma experiências que “ durou “ um ano e meio, para depois encetar uma “ Viagem “ pela guitarra eléctrica, em conjuntos musicais até 1977, para depois, em 1978, na guitarra clássica e mais tarde no Requinto, ser um dos fundadores do Trio Atlântico, com Luís Gonzaga e Lopes Júnior, num projecto que se manteve em actuação na Madeira e em diversas localidades do País, durante vinte e cinco anos. Se ser músico é também ser UM SONHADOR, posso dizer que, no meu caso, isso corresponde á verdade, pois em 1997 gravo com  o TRIO a primeira K7 “ Opções”, também em 1997 , inicio com Sílvio Mendes o Espectáculo
“ Madeira em Festa “ um projecto que continua até os dias de hoje, tendo sido fulcral para o despontar de Novas Vozes da RAM.
A “ Produção “ de temas para Festivais ORIGINAIS da Canção começa em 1998, e para dar “ Asas “ ao sonho, em 2000 inicio as gravações a solo, com um primeiro CD “ Grito Ilhéu “, depois surge um segundo ( 2003 ), um terceiro ( 2004 ), um quarto ( 2006 ) e um quinto que é lançado em 2008 com o título de “ Meio século de vida “, numa alusão ao trajecto iniciado á quatro décadas e que só o tempo é que saberá quando irá terminar. Por tudo o que atrás deixei escrito, e por ter vivido todas estas situações, entre outras, devo deixar aos que agora começam, que apesar das dificuldades que se apresentem, devem persistir, insistir e tudo fazer para que o vosso sonho venha a ser tornado realidade.
“Quando se acredita, tudo é possível “

João Luís Mendonça

 

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Cesário Camacho 06-08